Mark Zuckerberg diz que Facebook vai lutar contra o extremismo online

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, prometeu nesta quinta-feira (17) que a rede social lutará ativamente contra o extremismo e a violência. A notícia vem logo depois do que aconteceu em Charlottesville durante o fim de semana e nos dias seguintes.

“Não nascemos odiando”, disse Zuckerberg. “Nós não nascemos com vistas tão extremas. Talvez não possamos resolver todos os problemas. Mas todos nós temos a responsabilidade de fazer o que pudermos. Eu acredito que podemos fazer algo sobre as partes da nossa cultura que ensinam a pessoa a odiar outra pessoa”, relatou o CEO.

Ele prosseguiu prometendo que o Facebook intensificará sua luta contra crimes de ódio e atos de terrorismo, incluindo o que aconteceu em Charlottesville.

“Com o potencial de mais manifestações, estamos assistindo à situação de perto e temos que derrubar ameaças de danos físicos”, disse. “Nós nem sempre seremos perfeitos, mas você tem o meu compromisso de continuar trabalhando para tornar o Facebook um lugar onde todos possam se sentir seguros”, acrescentou.

Considerando a preocupada ambição política de Zuckerberg, sua carta também pode ser vista como uma declaração forte contra o atual presidente.

A administração Trump lidiou com a situação muito mal, provocando mais controvérsias nos dias que se seguiram. As observações sem trunfo de Trump eram qualquer coisa menos uma forte condenação do que aconteceu e, como resultado, ele recebeu muitas críticas.

As observações de Zuckerberg também seguem relatórios que detalham um evento interno do Facebook relacionado ao racismo e ao sexismo on-line.

No início desta semana, Business Insider e The Wall Street Journal revelaram que o Facebook tomou um fórum interno anônimo no final do ano passado, incluindo comentários sexistas e racistas.

O grupo, chamado Facebook Anon, foi aparentemente povoado por muitos torcedores do Trump.

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